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O que fazer com a vontade de desistir?

Às vezes você também tem vontade de desistir do caminho que escolheu? Desistir do empreendedorismo?


Eu sinto essa vontade pelo menos uma vez por mês. Talvez seja pela lua, pelo ciclo menstrual não sei. A verdade é que às vezes tenho muita vontade de deixar tudo pra lá…. o instagram, a newsletter, o podcast e só viver meu dia a dia com a família.

Percebi que esse sentimento aparece toda vez que publico um novo conteúdo e nada acontece.

Poucas pessoas seguem, poucos likes, compartilhamentos e comentários.

Me pergunto: o que será que está faltando? O que será que preciso fazer para conseguir resultados mais consistentes?

Automaticamente me pego pensando em fazer novos cursos, ler mais livros e incorporar mais repertório na minha bagagem. Até que eu volto a colocar os pés no chão e continuo a caminhada. Tem sido assim há 7 anos. Sabe, para alguém que tem o sonho de viver do próprio negócio o resto da vida, o mundo digital é muito ingrato.

É remar todos os dias sem ter certeza de que vai chegar na praia. É lidar com mudanças de regras sem prévio aviso. É aceitar que absolutamente nada dentro desse meio está sob nosso controle. Frustrante demais!

Esse é o principal motivo que me leva a buscar, incessantemente, formas de depender menos das redes sociais e alternativas para estar presente no mercado. Porque a real é que o resultado que a gente espera dentro das redes, nunca é dentro do tempo que a gente gostaria - e tem uma explicação para isso, que não é o assunto deste artigo, mas desse aqui.

Ao mesmo tempo que me frustro, sei da importância da presença digital na Era em que estamos vivendo. Muitas pessoas que vem trabalhar comigo, me encontraram na internet e sou muito grata por esse resultado.

Então hoje achei relevante conversar sobre isso e compartilhar com você 4 coisas que faço para lidar com a vontade de desistir quando sinto que estou falando sozinha - o que é bem frequente.

  1. Aceito que a frustração é real e que vou me sentir assim muitas vezes porque não quero seguir o caminho convencional. A frustração nasce da consciência de que o mercado em que atuo, tem um sistema e um mecanismo do qual não quero fazer parte. Então já é minha realidade não me render ao status quo para crescer meu negócio.Quando me sinto frustrada com os resultados das minhas ações de marketing, me lembro que estou na contra mão, que o que eu faço não é convencional e justamente por isso nunca será para todo mundo. Esse entendimento me acalma e ao mesmo tempo me recorda os motivos pelos quais decidi ir por esse caminho.Quando fiz a transição do corporativo para o empreendedorismo, estudei e apliquei as táticas e fórmulas do marketing convencional e para mim, além de não ter dado resultado, também não fez sentido. Foi um chute na cara dos meus valores de vida, onde senti me senti sufocada pelo marketing manipulativo. Por isso não usar essas táticas é uma decisão consciente. Acredito cegamente no caminho que estou percorrendo e acredito que os passos mais lentos que estou dando, valem mais do que o stress de saber que estou usando um gatilho mental para vender alguma coisa.Minha frustração termina e se transforma em recompensa quando alguém chega e diz: “Vi esse vídeo, ou li esse artigo que você falou tal coisa e me identifiquei tanto. Tomei isso pra vida!”Moral da história: Tente se lembrar do porque você escolheu esse caminho, o que te fez investir nele e das palavras de apoio que você recebe das pessoas que sabem que seu trabalho é necessário. Escreva no seu caderno e leia sempre que puder.

  2. Dou mais bola para o momento da compra do que para as interações nos meus conteúdos.É claro que pessoas interagindo com nosso conteúdo é uma delícia! Parece que a gente recebe um boost de motivação sempre que alguém comenta, compartilha ou salva qualquer coisa que a gente faz. Isso é nosso cérebro se enchendo de dopamina e do senso se pertencimento.Mas já parou para observar como VOCÊ interage com as pessoas que você segue nas redes sociais? E com os emails que você recebe das pessoas que você ama o conteúdo?Pois é. Eu interajo muito pouco com as pessoas que sigo. Posso amar os conteúdos, salvo vários, uso um montão deles na minha vida, mas raramente comento ou entro em contato com a pessoa até a hora de comprar alguma coisa.Sei que esse não é o comportamento predicado pelos gurus de rede social, mas é que muitas vezes não sei o que dizer ou simplesmente não tenho tempo de falar tudo o que gostaria.Então por que espero isso das outras pessoas? Por que espero que meu conteúdo seja mais especial do que o dos outros?Observando o comportamento de quem vem falar comigo, entendi que a prova de que estou no caminho certo está no momento da compra e não no momento do consumo do conteúdo em si. Eu sei que as pessoas certas estão vendo e estão usufruindo do meu conhecimento porque quando elas chegam até mim, dizem: maratonei seus conteúdos e estou pronta para ir em frente. E aí me orgulho do que construí, que é o que ensino: Que marketing é um filtro que traz as pessoas certas para perto de você.Moral da Historia: Lembre-se que o papel do marketing é filtrar as pessoas certas para trabalhar com você. Então o engajamento pode não ser o melhor momento para medir, mas sim o momento da compra em si, quando a pessoa já chegou pronta para comprar de você.

  3. Decido continuar todos os dias, mesmo quando estou sem vontade ou não consigo aparecer.Já falei em outras oportunidades sobre minha dificuldade em ter consistência. Essa “falha” que a sociedade insiste em colocar na gente, somado à minha crença de que realmente não tinha consistência, me levaram a estudar mais e mais sobre tempo e produtividade.Até que cheguei no livro 4mil semanas, de Oliver Burkeman e entendi que não tenho um problema de consistência.O que tenho é uma vida com prioridades bem definidas e que tem dias que meu trabalho não é a prioridade.Oliver diz: “Quanto mais você tenta gerenciar seu tempo com o objetivo de se sentir no controle total e livre das inevitáveis restrições de ser humano, mais estressante, vazia e frustrante a vida se torna.”Pois é, além de ser profissional e amar o que faço, também sou mãe, esposa, filha e eu mesma. Minhas horas do dia para criar, postar e estar online, são muito menos do que gostaria, mas ao mesmo tempo é o que posso fazer hoje.O exercício aqui é parar de se cobrar e continuar dentro de uma realidade possível.Moral da História: Sempre vai existir a realidade ideal (ou surreal??) na sua cabeça e é para isso que existe o planejamento. Mas a realidade será sempre aquela que você vai conseguir fazer dentro das suas possibilidades. Se você é mãe, sua realidade será muito diferente da de quem não tem filhos. Lembre-se de ter compaixão por você e sempre continuar!

  4. Busco inspiração e motivação em pessoas que admiro



Isso aqui é ouro!


Eu admiro tantas pessoas! E elas me inspiram tanto!



Olhar para quem admiro e ver a pessoa fazendo coisas é uma injeção de ânimo e motivação para mim. Tenho as pessoas que sigo só pra me inspirar e as pessoas que converso regularmente para me dar forças para continuar. São pessoas que também estão no jogo do longo prazo, evoluindo e que não desistem nunca. Essas são as pessoas que queremos ter a nossa volta para trocar, perguntar, aprender e chorar junto. Busque se aproximar dessas pessoas, pergunte como elas se sentem sendo elas.



Ta aí uma coisa que me faz sentir gratidão por viver na época das redes sociais. Provavelmente eu não conheceria tantas pessoas empolgantes se as redes não existissem. O que me faz pensar que não vale a pena não investir nelas.



Moral da História: Como sempre digo, Quando o assunto é marketing, você não TEM QUE fazer nada, mas PRECISA fazer ALGUMA COISA. Se as redes podem servir para alguma coisa no seu negócio, que seja para inspirar e ser inspirado. Faça a lista das pessoas que te inspiram e quando sentir vontade de desistir, visite-as e busque aquilo que te nutre para continuar.



A jornada empreendedora é repleta de desafios e momentos de dúvida, e é perfeitamente normal sentir vontade de desistir em alguns momentos. O mundo digital, muitas vezes, parece ser um terreno ingrato, onde os resultados não chegam conforme esperado e as regras mudam constantemente. No entanto, é importante lembrar do propósito que nos impulsionou a seguir esse caminho e das razões pelas quais escolhemos seguir uma rota não convencional.



Ao enfrentar a frustração e a vontade de desistir, é essencial reconhecer que estamos indo contra o status quo por um motivo, e que cada passo dado nessa direção tem seu valor. Aceitar que os resultados podem não ser imediatos, mas que cada interação, mesmo que pequena, pode ter um impacto significativo, nos ajuda a manter o foco e a motivação. Além disso, entender que a consistência não significa estar sempre presente, mas sim agir dentro das nossas possibilidades e prioridades, nos liberta da pressão de alcançar um padrão inatingível.



Buscar inspiração nas pessoas que admiramos e que estão trilhando caminhos semelhantes nos dá força e motivação para continuar. A troca de experiências e o apoio mútuo nos lembram que não estamos sozinhos nessa jornada e que é possível superar os obstáculos com determinação e resiliência. Por isso a importância de estar em uma comunidade como a She’s the Boss, por exemplo.



Então mulheres, mesmo nos momentos de maior desânimo, é importante lembrar que cada desafio enfrentado nos torna mais fortes e nos aproxima ainda mais do nosso objetivo final.



É clichê, mas é a mais pura verdade! Só continuem e contem comigo para apoiar a jornada de vocês!


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